Saltar para o conteúdo
literacia mediática leitura crítica dos media
Edição correnteagosto de 2026LisboaPublicação independente

Sobre: quem escreve aqui e como se verifica

Uma publicação sobre leitura crítica dos media que não dissesse quem a escreve estaria a pedir exactamente o tipo de confiança que ensina a não dar. Esta página resolve isso.

Retrato de Marta Ferrão, sentada a uma secretária clara com uma prova tipográfica e um lápis azul.
Marta Ferrão, revisora e editora

Texto e revisão

Marta Ferrão é revisora e editora. Passou a maior parte da carreira a fechar textos alheios: corrigir, cortar, verificar afirmações e devolvê-las com uma pergunta na margem. É desse trabalho que vem o formato deste guia, incluindo as notas de margem que acompanham as páginas.

A especialização em desinformação chegou por via prática, não académica. Quem revê texto passa o dia a perguntar de onde vem um número e quem é a fonte de uma citação, e essas são as mesmas duas perguntas que separam uma notícia de uma peça fabricada.

Escreve e edita todos os textos publicados aqui. Não há equipa: a responsabilidade por cada página é individual e assumida.

ResponsávelUma pessoa, não uma equipa

Fólio 01Como os textos são verificados

O método é o mesmo que o guia recomenda ao leitor, aplicado ao próprio guia. Antes de publicar, cada afirmação factual passa por três perguntas: existe uma fonte, essa fonte é localizável, e diz de facto o que aqui se afirma.

Quando uma afirmação não sobrevive a essas três perguntas, sai do texto. Não é atenuada com um "alegadamente" nem empurrada para uma nota. É esse o motivo pelo qual algumas páginas são mais curtas do que poderiam ser: preencher espaço com material não verificável seria contradizer o assunto.

As notas de margem existem para o caso oposto: quando uma afirmação é verdadeira mas incompleta, a ressalva fica visível ao lado, não escondida no fim. Uma regra que precisa de excepção deve mostrar a excepção onde a regra é lida.

Três perguntas
  • Existe fonte?
  • É localizável?
  • Diz o que se afirma?

Fólio 02O que esta publicação não é

Não é um serviço de verificação. Não avalia peças a pedido, não emite veredictos sobre conteúdos em circulação e não mantém uma base de dados de casos. O que faz é explicar o método para que o leitor o aplique sozinho, que é a única escala possível.

Não é material didáctico certificado. As páginas são utilizáveis em sala de aula e várias foram escritas com esse uso em mente, mas não substituem um referencial nem foram validadas por qualquer entidade.

Não tem publicidade nem ligações patrocinadas. Se isso mudar, ficará escrito nesta página antes de aparecer em qualquer outra.

Nota 1A ordem importa: uma publicação que anuncia o que não faz depois de começar a fazê-lo já perdeu o argumento.

Fólio 03Correcções

Um erro corrigido em silêncio é um erro que continua a contar. Quando uma página é alterada por engano factual, a correcção fica indicada no próprio texto, no ponto onde o erro estava, e não numa lista à parte que ninguém lê.

Erros de língua e ajustes de redacção não são anotados, porque não alteram o que a página afirma. A distinção é entre corrigir a forma e corrigir o conteúdo.

Para começar pelo princípio, o guia de literacia mediática reúne o método completo; a página sobre desinformação aplica-o ao caso mais frequente.